ATENÇÃO / WARNING

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Vancouver Aquarium (parte II)


Produzido em Março de 2007

Vancouver Aquarium (parte I)


Produzido em Março de 2007

Subúrbio - Cidade


Produzido em Julho de 2008

domingo, 21 de março de 2010

Amor de Índio - Bosco


Produzido em Fevereiro de 2007
Composição: Beto Guedes e Ronaldo Bastos

sexta-feira, 19 de março de 2010

Canção Pra Quando Você Voltar - Bosco




Produzido em Fevereiro de 2007
Composição: Herbert Vianna / Leoni

Tenho Sorte


Tenho sorte pelo que vivo. Tenho sorte pelo que viverei.

Tenho sorte pelo meu conhecimento. Tenho sorte pelo que aprenderei


Tenho sorte pela minha família. Tenho sorte de amar quem me ama.

Tenho sorte por estar aqui. Tenho sorte por estar longe da lama.


Tenho sorte pelo que sou. Tenho sorte pelo que hei de ser.

Tenho sorte pelo que penso. Tenho sorte pelo que hei de verter.


Tenho sorte por mim. Tenho sorte pelos outros também.

Tenho sorte por ter sorte. A sorte que ninguém mais tem.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Obra de Arte


Vivi um sonho acordado.

Fui até o paraíso sem ter que morrer.

Olhei para o alto, bem pro rosto de Deus e disse: “Belo trabalho fizeste!”

terça-feira, 9 de março de 2010

Quem é Você?

Um pouco chato.
Um pouco legal.

Um pouco centrado.
Um pouco sem noção.

Um pouco são.
Um pouco doido.

Um pouco conformado.
Um pouco teimoso.

Um pouco bonito.
Um pouco feio.

Um pouco calmo.
Um pouco ansioso.

Um pouco inteligente.
Um pouco ignorante.

Um pouco amado.
Um pouco rejeitado.

Um pouco engraçado.
Um pouco sem graça.

Um pouco de tudo...
Um pouco de nada...

(Novembro de 2006)

MIMO 2007


(Vídeo gravado em Setembro de 2007)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Brasil: Pátria do Futebol


(Vídeo produzido em Junho de 2006)

sábado, 6 de março de 2010

Loneliness


Loneliness is the black rose of the infinity.

It is the cry of an unborn.

It is the silence that echoes in the eternity.

It is the pain of somebody who cannot feel anything.

Solidão



Solidão é a rosa negra do infinito.
É choro de nascituro.
É o silêncio que faz eco na imensidão.
É a dor de quem já não consegue sentir mais nada.


sexta-feira, 5 de março de 2010

Dicotomia - Parte II

Segunda parte do filme que dirigi.

Second part of the movie I directed.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Dicotomia - Parte I

Primeira parte do filme que dirigi.

First part of the movie I directed.

terça-feira, 2 de março de 2010

Traffic Fight ends in fatal shooting


City

Metropolis

Streets

Cars

Asphalt

Speed

Brakes

Car crash

Argument

Swearing

Punch

Kick

Handgun

Bullet

Aim

Trigger

Gun barrel

Fire

Noise

Power

Strength

Impact

Heart

Blood

Faint

Death

End

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carrego os erros dos outros



Sinto-me pesado.

Carrego fardos que não mereço carregar.

Impregnados em meus pulmões estão os erros alheios. Erros que me impedem de respirar.

Sou culpado pelos desacertos de terceiros. Mesmo inocente, carrego comigo os crimes de outrem.

As suas falhas foram transplantadas em mim. Pago por suas delinquências dolosas. Tenho o desprazer de portá-las, e como me agradecem?

Excluem-me de seu convívio como uma praga. As cincas que carrego contaminam o ambiente... Eu sou como um câncer, um vírus, uma bactéria... Sou uma bosta que fede, que ninguém quer por perto.

Os enganos não foram meus... Mas os transporto.

Carrego em meu peito os erros dos outros. Sou ignorado por carregar os erros dos outros. Não sou amado por carregar os erros dos outros. Não vivo por carregar os erros dos outros.

Não devia carregar os erros dos outros, mas quem errou recusa-se a carregar. Sou forçado a carregá-los... Carrego os erros dos outros.

Toy Story 3D

Assisti hoje um dos meus filmes favoritos: Toy Story, a cara da minha infância! Ele foi relançado em 3D nos cinemas e ficará em cartaz por apenas uma semana.

Vivi os meus tempos de criança novamente... E dessa vez com a emoção do 3D!



COISAS ESTRANHAS - TOY STORY
Tradução e Adaptação: Renato Rosemberg
Intérprete: Zé da Viola

Eu era o maioral para mim esticavam tapete,
Com meu velho chapéu eu mantinha ordem em fim.
Mas ai lá do céu esse cara despencou num foguete,
Dizendo umas coisas estranhas demais para mim.

Estranhas demais para mim
Estranhas
Estranhas demais para mim, acho que é o meu fim

Vejam só, amigos meus sumiram num piscar,
E eu tento o que é melhor pra me aprumar.
Eu era líder, tinha poder.
Mas isso acabou,
E então o céu sobre mim desmoronou.

Eram coisas mesmo estranhas demais para mim
Estranhas
Estranhas demais para mim, acho que é o meu fim

Alguém que pra você é irmão te vira as costas,
Você vai notar no fim, só vai restar solidão,
As coisas parecem ir bem, mas você perde as apostas, pois,
Termina sozinho num canto largado no chão.

Estranhas demais para mim
Estranhas
Estranhas demais pra mim, acho que é o meu fim
Estranhas,estranhas

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Escrevo...



Não sei pra quem escrevo. Não sei quem me lê. Nem sei, muito menos, se sou lido.

Sei que não conheço quem me lê. Sei que talvez nunca hei de conhecê-los. Sei que o que escrevo é um diálogo de um homem só. Uma conversa entre as várias personalidades do meu consciente. Será que alguém me escuta?

Não sei se o que escrevo terá vida breve ou longa. Talvez essas palavras nem sejam lidas. Talvez as minhas palavras hão de perpetuar mesmo após a minha morte. Não sei... Nem tenho como saber. Por não saber de nada, simplesmente escrevo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Singular



I hear footsteps upstairs.

I hear them walk. I hear them slide over my head.

I can hear them talking; Laughing; Smiling. I am not happy at all.

I hear them, but I cannot listen to a word they say.

Alone in the dark, I am a leftover. I have been forgotten.

I am an old toy replaced by a new one. I am retired.

They betrayed me. They cheated on me. They do not care about me.

They do not even remember my name.

They just walk over my head. They just talk over my head.

They just laugh over my head.

I am handicapped, locked up in a dirty basement…

But still, they talk, they laugh, they walk.

“They” = Plural = Together

“I” = Singular = Lonely=

I

(January/February, 2010)

Just For You

I have no words to describe ourselves. We just get
along so well. I love you, I love us; I love all the time we spent together.
I love staring at you, I love being with you, singing to you, looking at you...
I love when we talk about silly things, I love when we chatter for long minutes without saying a word, I love observing your silhouette and the shape of your nose. I love your laugh, I love hearing your voice, I love smelling your hair, I love touching your skin, I love feeling your lips on mine, and I love hugging you while we watch once again “the parent trap”. Our friends all make fun of us. They call us cheesy and we just laugh because we know that none of them have ever felt what we feel. They don’t know what love is…
we do.
It is greater than earth, sea, stars or even the infinity. It is pure, beautiful and unique. I have no words to express how much I love you, how much I adore you, how much I admire you... I just do.

(January, 2010)


domingo, 14 de fevereiro de 2010

O Céu se mistura com a terra

O Céu se mistura com a terra.

A luz se rebate com as nuvens.

O solo treme.

As ruas fervem.

O mundo inteiro cabe num só lugar.



Papangus batem boca com os caretas.

Sombrinhas se combinam com os arcos dos caboclinhos.

O galo canta em pleno meio dia

O flabelo se joga com o bum-bum-bum-bum

Gente grande, gente pequena, gente gigante de 5 metros de altura.

É tanta gente que é até difícil de contar.



E pula o frevo.

E bate o maracatu.

E canta o lírico

E trota o caboclinho

E roda o côco na ciranda



Esse é o carnaval do meu Pernambuco... Esse é o Carnaval das minhas cidades!


(Fevereiro de 2010)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

“Briga de Trânsito Acaba em Morte na Conde da Boa Vista”



Cidade

Metrópole

Ruas

Carros

Asfalto

Velocidade

Freio

Batida

Discussão

Palavrão

Murro

Soco

Arma

Bala

Tambor

Revólver

Alvo

Gatilho

Disparo

Cano

Fogo

Barulho

Força

Potência

Impacto

Coração

Sangue

Parada

Queda

Morte

Fim


(Fevereiro de 2010)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mãos


(Novembro de 2006)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

(...?) e respostas.

(...?)

Opa! Tudo vai bem, obrigado! E você?

(...)

(...?)

Eles estão bem também! E os seus?

(...)

(...?)

Como?

(...!)

Ahh, tá... Ela viajou.

(...)

É... Realmente... Já faz muito tempo mesmo...

(...!)

Não... Não... Não estou enganando ninguém, não. Só não é a hora ainda.

(...?)

Bem... Não sabemos... Esperamos nos casar depois que nos formarmos.

(...?)

Está indo...

(...?)

Termino em 3 anos.

(...?)

Não sei ainda. Ainda não decidi a área.

(...?)

Oxe! Se não sei a área, quanto mais a profissão.

(...?)

Espero que sim.

(...?)

É. Ainda estou trabalhando lá.

(...?)

Não é dos melhores. Dá pro gasto.

(...?)

Isso não sei dizer.

(...?)

Lembro sim! Nem sei por onde eles andam. Faz tanto tempo que não falo com eles.

(...?)

Nem sei, visse? Me disseram que ela teve um filho... Ou se casou, parece. Pra falar a verdade não sei.

(...)

Realmente. Ela era muito legal. Gente fina!

(...?)

Acho que não... Espera... Ahh! Tenho aqui no celular! Pronto, Anote aí: 9876 5432.

(...)

Tá certo. Lembrança a todos...

Tchau!

(...!)

(Fevereiro de 2010)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sem Paciência

Não tenho paciência para ler poemas.

Não tenho paciência para os poemas dos outros nem para os meus próprios poemas. Cansei de ler frases pseudo-intelectuais sobre um mundo fodido.

Não tenho saco para minhas reflexões irracionais mal escritas. Não quero mais as elucubrações em minha mente.

Meu cérebro é prostituta das minhas emoções. E minhas emoções não estão pagando muito bem pelas trepadas que dão.

(Janeiro de 2010)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Corações Feridos

Corações são frágeis, quebradiços, delicados.

São órgãos preciosos... Fundamentais. Centro de nosso corpo.

Os corações são nossos cérebros emocionais. Núcleo dos sentimentos.

Mas os nossos corações não são nossos. Coração serve para ser doado. Doamos nossos corações a que gostamos e, principalmente, a quem amamos.

Entregamos de olhos fechados nossos vítreos corações. Entregamos com cuidado, amor e até medo... Medo de vê-lo quebrado, espatifado, ignorado ou ferido.

Pessoas ferem os nossos corações. Por querer, sem querer ou sem saber... mas ferem... e dói.

Corações feridos sangram.

O sangue há de verter por certo tempo. Tempo esse difícil de determinar: Dias, meses, anos...

Em algum momento os corações feridos hão de parar a hemorragia. Hão de cicatrizar.

Mas um coração ferido há de ser sempre um coração ferido. Sempre há de carregar a cicatriz no ponto onde por dias o sangue jorrou. Um coração, uma vez ferido, nunca há de esquecer o que passou.


(Janeiro de 2010)

Atraso - Bosco


(Produzido em Novembro de 2009)

sábado, 30 de janeiro de 2010

“TV 42 polegadas de alta definição”

Vou comprar uma “TV 42 polegadas de alta definição”...

Suas imagens bem definidas esconderão a indefinição do mundo e de minha mente. As figuras perfeitas na tela ocultarão nossa imperfeição.

Ficarei feliz, entretido com estórias artificiais sobre sentimentos artificiais em mundos artificiais.

Me emocionarei com narrativas plastificadas e enlatadas... Escapismo de minha realidade.

Experimentarei adrenalina por situações que nunca vivi. Gargalharei do absurdo. Sentirei ódio de quem nunca vi. Desejarei morte a quem não conheço. Amarei quem não me conhece: Emoções fabricadas.

Sua tela de 1 metro de diagonal será minha janela para o Mundo. Gritarei para seu vidro: Me Informe! Me emocione! Me assuste! Me apaixone! Me entretenha!... E minha “TV 42 polegadas de alta definição” assim o fará... Obediência total.

Ela já vem com conversor digital integrado. Pronto a converter o “nada” em “coisa nenhuma de alta definição”. Integrado a sua própria insignificância.

As suas 4 entradas HDMI escondem a verdadeira verdade. Da minha “TV 42 polegadas de alta definição” não há entradas, somente saídas.

A sua taxa de contraste de 80.000:1 não mostrará os reais contrastes da terra. Não me mostrará os contrastes dos povos, das riquezas, das raças, das cores ou dos pensamentos.

O seu brilho de 500 cd/m² não há de colocar luz onde há escuridão. Há de cobrir sim as brumas da inteligência. Há de desafiar sim a lógica de meu raciocínio.

A resolução de 1080 pixels da tela, nada poderá resolver. Maquiará o insolúvel... Simplificará o analógico em informações digitais.

Beijo, paisagem, música, poesia, sexo... Tudo se transformará em um código binário sem nexo em carrossel: “10100100100101001”.

E ainda assim... Ela há de suavizar... A suas imagens com freqüências de 120hz hão de transformar as ríspidas e brutais ações humanas em atos suaves. Preenchendo as lacunas de obras bestiais com movimentos leves e delicados.

E assim vou consumi-la. Vou devorá-la lentamente. E em troca ela também me devorará... Consumirá meu tempo... Consumirá meus olhos... Consumirá minha inteligência... Consumirá meus pensamentos: Um produto de consumo.


(JANEIRO DE 2010)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Palavras

Palavras duras cortam... machucam... ferem...

Ouço palavras duras ditas em seqüência em frases tão duras quanto. Palavras que rasgam meus sentimentos. Destroem os pilares das minhas verdades. Palavras que me trazem inseguranças e incertezas.

Abandonado e excluído, escuto tais palavras. Sussurradas em tom absurdo ao pé do ouvido. Devorando lentamente meus órgãos... Definhando meu corpo.

Engulo as palavras, mas não engulo mais nada... Não como, não bebo, não durmo, não sonho. Apenas engulo palavras... Regurgito-as e as engulo novamente em um ciclo mortal e infinito. As palavras me fazem mal... Mas não consigo me livrar delas... Sou um drogado de palavras...

As palavras se repetem em meu inconsciente. Muros de verdades caíram por terra revelando os quartos da mentira. Sentimentos afundados por palavras-navalha, Cortantes... Perigosas... Traiçoeiras... Palavras capciosas, astutas, afiadas, cancerígenas... Elas acabaram com minhas emoções... Implodiram meu peito... A adrenalina faz questão de que eu fique acordado para sofrer.

Traído por ações transformadas em palavras eu vivo... Vivo? Não... Sobrevivo... Sobrevivo a uma subvida... Subvida envolta em palavras... Palavras que machucam; palavras que me traem; palavras que me consomem; palavras que me matam...

(JANEIRO DE 2010)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Se Eu Soubesse

Gostaria de saber escrever bem. Se o soubesse, poderia escrever em palavras e frases mais belas possíveis o que eu sinto por você.

Se o soubesse, não me resumiria a fúteis declarações amorosas de adjetivações primárias e valores simplistas. Escreveria com sensibilidade e intelecto o que há de mais profundo em minha alma e no universo de nós dois

Se o soubesse, transformaria o que há de mais complexo no amor, em orações de fácil entendimento, porém de beleza inestimável. Transbordaria as letras no papel e alcançaria outro estado de sentimentalismo, daquele mais entranhado ao coração possível.

Se o soubesse, mostraria de forma poética e lírica as minhas sensações mais físicas e emocionais, sem partir para palavras de calão. Descreveria a erotismo do nosso amor, o nosso desejo e o nosso sexo.

Se o soubesse, saberia dosar o exato ponto entre compostura exacerbada e uma depravação desnecessária. Relataria os nossos beijos, nossas loucuras e a ternura do nosso transar de forma nunca vista antes, assim como é a força do nosso amor.

Se o soubesse, não perderia tempo me lamentando por não escrever bem. Apenas pegaria um papel e sairia por aí, escrevendo a viagem, a primavera, o desejo, o descobrimento e a eternidade. As Palavras sairiam facilmente e de forma natural respeitando a gramática e as “leis da poesia”

Se o soubesse, faria um texto a altura de tua beleza, te descrevendo de forma tão bela quanto a real delicadeza de suas feições. Colocaria você no papel de forma que se alguém no futuro o lesse, imaginaria exatamente quão linda você é.

Se o soubesse, falaria do seu corpo, do seu seio confortante, da tua nudez pueril. Falaria de meus quereres desconcertantes, das elucubrações de minha mente e de tuas provocações. Comentaria sobre sua complexidade, ora criança, ora mulher ao alvorecer dos 18 anos.

Se o soubesse, diria o quanto sou dependente da tua boca, o quanto preciso do seu carinho e como não mais existo se não tiver você.

Se o soubesse, não teria escrito este texto digno de um colegial. Teria escrito algo que transcende seu tempo e que eternizaria o nosso amor além de nossas vidas. Mas infelizmente não o fiz. Eu não sei escrever. Terás que se contentar com um simplório, porém sincero:

Eu Te Amo.


(Agosto de 2007)

Sonhei

Sonhei acordado o dia inteiro com os sonhos que sonhara na noite passada.

Sonhei, Sonhei e Sonhei sem sair do chão.

Sonhei, sonhei, acordei, pensei, sonhei, sonhei, chorei, gritei, sonhei, sonhei...


Às vezes penso se os sonhos intangíveis são, na verdade, torturas psicológicas.
Acordar e descobrir que tudo sonhado foi apenas fruto de uma fértil imaginação...
Pior, saber que nada do ideado pode se tornar real.
Saber que nada ali passado poderá nem mesmo permear a minha vã realidade...
Iludir-se com o sonho e levantar-se berrando pelo que nunca será.

Sonhar... Quem sonha com o impossível é tolo e infeliz.
Tolo e infeliz sou, admito.

Sim, admito ser tolo e infeliz quando sonho acordado à luz do dia.

Mas quando as brumas sombrias da noite invadem meu quarto e apago toda a luz... Entro no único lugar em que sou esperto e feliz: nos meus sonhos dormidos...

(OUTUBRO DE 2006)

Viajar

Do que adianta viajar o mundo, se o único lugar que eu quero estar é ao teu lado?


Do que adianta o mar azul, se sem você não vejo as cores?


Do que adianta pisar na areia, se sem você não há um destino ou um propósito?


Do que adianta o vento, sem que eu veja teu cabelo a balançar?


Do que adianta sonhar contigo, se não te vejo quando a luz do sol me acorda?


Do que adianta falar, se a distância nos separa?


Do que adianta sorrir, se não há sentido viver sem você?

Sem você, não tem muita graça...


(JANEIRO DE 2007)

Castelos

Portas Abertas no salão onírico dos castelos dos sonhos.

Lá Vou Eu. Fadas carregam meu corpo e o elevam do meu canto de dormir. Estou Voando.

Bailando no Ar como um Beija-Flor, meu corpo, coberto por um lençol, levita e segue para longe da minha casa.

E vai Subindo, subindo... Vejo meu bairro.

Subindo, subindo... Agora é a cidade.

Subindo, subindo... Vejo todo o litoral.

Subindo, de tanto subir, já enxergo todo o planeta azul.

Ainda coberto com meu lençol, um vento quente vindo do sol tremula as curvas do pano, fazendo-me subir mais rápido. Pronto, Já cheguei. Que belo castelo! Orbitando ao redor da lua está este castelo. Formado de luz, carbono e água, criando esvoaçantes paredes cintilantes.

As fadas me jogam no chão de fumaça em que o castelo foi levantado. Vou andando sob as fumaças e chego aos portões. Há um corredor imenso. O povo lota os lados desse corredor e chama meu nome. Cavaleiros com seus metais ecoam no ar a música da chegada. Lá no fim do corredor de gente há uma rainha. Quem seria?

Ah é você! Minha Colombina! Agora eu lembro, eu sou o Pierrot, um pobre romântico derrotado pelo Rei Arlequim.

Não te satisfizeste com minhas lágrimas do ontem, e agora queres vê-las mais uma vez? Então as veja verter pelos meus olhos mais uma vez! Não há mais música da chegada, apenas meu choro infantil. Regado a corda e a boêmios, sou chorinho. Choro serenatas nas penumbras da noite, como romancista sonhador no meio da rua. Inundo as estradas com meu sofrimento.

Me diz logo, Colombina, o que queres de mim?... Não, não me digas que me desejas! Não me enganes outra vez. Só me causastes dor e sofrimento.

Arlequim se foi? Deixou-te sozinha? Ficastes abandonada em um palácio de nuvens? Eu sei, conquistadores baratos são assim.

Dê-me tua mão que minhas lágrimas cessam. Aceita-me como teu, que eu te aceito como minha. Deixe-me ser o rei eterno do teu carnaval. Sou Teu Rei, Rei Momo do Infinito. Deixa-me ferver o meu chorinho! Eu tiro as cordas; coloco os metais. E o choro vira frevo, e eu pinto teu quarto de carnaval.


(FEVEREIRO DE 2007)


Os que leram hoje


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