quarta-feira, 24 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Canção Pra Quando Você Voltar - Bosco
Produzido em Fevereiro de 2007
Composição: Herbert Vianna / Leoni
Tenho Sorte

Tenho sorte pelo que vivo. Tenho sorte pelo que viverei.
Tenho sorte pelo meu conhecimento. Tenho sorte pelo que aprenderei
Tenho sorte pela minha família. Tenho sorte de amar quem me ama.
Tenho sorte por estar aqui. Tenho sorte por estar longe da lama.
Tenho sorte pelo que sou. Tenho sorte pelo que hei de ser.
Tenho sorte pelo que penso. Tenho sorte pelo que hei de verter.
Tenho sorte por mim. Tenho sorte pelos outros também.
Tenho sorte por ter sorte. A sorte que ninguém mais tem.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Obra de Arte
terça-feira, 9 de março de 2010
Quem é Você?
Um pouco sem noção.
Um pouco doido.
Um pouco teimoso.
Um pouco bonito.
Um pouco inteligente.
Um pouco ignorante.
Um pouco amado.
Um pouco rejeitado.
Um pouco engraçado.
Um pouco sem graça.
Um pouco de tudo...
Um pouco de nada...
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
Loneliness
Solidão
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Traffic Fight ends in fatal shooting
segunda-feira, 1 de março de 2010
Carrego os erros dos outros
Sinto-me pesado.
Carrego fardos que não mereço carregar.
Impregnados em meus pulmões estão os erros alheios. Erros que me impedem de respirar.
Sou culpado pelos desacertos de terceiros. Mesmo inocente, carrego comigo os crimes de outrem.
As suas falhas foram transplantadas em mim. Pago por suas delinquências dolosas. Tenho o desprazer de portá-las, e como me agradecem?
Excluem-me de seu convívio como uma praga. As cincas que carrego contaminam o ambiente... Eu sou como um câncer, um vírus, uma bactéria... Sou uma bosta que fede, que ninguém quer por perto.
Os enganos não foram meus... Mas os transporto.
Carrego em meu peito os erros dos outros. Sou ignorado por carregar os erros dos outros. Não sou amado por carregar os erros dos outros. Não vivo por carregar os erros dos outros.
Não devia carregar os erros dos outros, mas quem errou recusa-se a carregar. Sou forçado a carregá-los... Carrego os erros dos outros.
Toy Story 3D
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Escrevo...
Não sei pra quem escrevo. Não sei quem me lê. Nem sei, muito menos, se sou lido.
Sei que não conheço quem me lê. Sei que talvez nunca hei de conhecê-los. Sei que o que escrevo é um diálogo de um homem só. Uma conversa entre as várias personalidades do meu consciente. Será que alguém me escuta?
Não sei se o que escrevo terá vida breve ou longa. Talvez essas palavras nem sejam lidas. Talvez as minhas palavras hão de perpetuar mesmo após a minha morte. Não sei... Nem tenho como saber. Por não saber de nada, simplesmente escrevo.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Singular

I hear footsteps upstairs.
I hear them walk. I hear them slide over my head.
I can hear them talking; Laughing; Smiling. I am not happy at all.
I hear them, but I cannot listen to a word they say.
Alone in the dark, I am a leftover. I have been forgotten.
I am an old toy replaced by a new one. I am retired.
They betrayed me. They cheated on me. They do not care about me.
They do not even remember my name.
They just walk over my head. They just talk over my head.
They just laugh over my head.
I am handicapped, locked up in a dirty basement…
But still, they talk, they laugh, they walk.
“They” = Plural = Together
“I” = Singular = Lonely=
I
(January/February, 2010)
Just For You
domingo, 14 de fevereiro de 2010
O Céu se mistura com a terra
O Céu se mistura com a terra.
A luz se rebate com as nuvens.
O solo treme.
As ruas fervem.
O mundo inteiro cabe num só lugar.
Papangus batem boca com os caretas.
Sombrinhas se combinam com os arcos dos caboclinhos.
O galo canta em pleno meio dia
O flabelo se joga com o bum-bum-bum-bum
Gente grande, gente pequena, gente gigante de 5 metros de altura.
É tanta gente que é até difícil de contar.
E pula o frevo.
E bate o maracatu.
E canta o lírico
E trota o caboclinho
E roda o côco na ciranda
Esse é o carnaval do meu Pernambuco... Esse é o Carnaval das minhas cidades!
(Fevereiro de 2010)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
“Briga de Trânsito Acaba em Morte na Conde da Boa Vista”
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
(...?) e respostas.
(...?)
Opa! Tudo vai bem, obrigado! E você?
(...)
(...?)
Eles estão bem também! E os seus?
(...)
(...?)
Como?
(...!)
Ahh, tá... Ela viajou.
(...)
É... Realmente... Já faz muito tempo mesmo...
(...!)
Não... Não... Não estou enganando ninguém, não. Só não é a hora ainda.
(...?)
Bem... Não sabemos... Esperamos nos casar depois que nos formarmos.
(...?)
Está indo...
(...?)
Termino em 3 anos.
(...?)
Não sei ainda. Ainda não decidi a área.
(...?)
Oxe! Se não sei a área, quanto mais a profissão.
(...?)
Espero que sim.
(...?)
É. Ainda estou trabalhando lá.
(...?)
Não é dos melhores. Dá pro gasto.
(...?)
Isso não sei dizer.
(...?)
Lembro sim! Nem sei por onde eles andam. Faz tanto tempo que não falo com eles.
(...?)
Nem sei, visse? Me disseram que ela teve um filho... Ou se casou, parece. Pra falar a verdade não sei.
(...)
Realmente. Ela era muito legal. Gente fina!
(...?)
Acho que não... Espera... Ahh! Tenho aqui no celular! Pronto, Anote aí: 9876 5432.
(...)
Tá certo. Lembrança a todos...
Tchau!
(...!)
(Fevereiro de 2010)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sem Paciência
Não tenho paciência para ler poemas.
Não tenho paciência para os poemas dos outros nem para os meus próprios poemas. Cansei de ler frases pseudo-intelectuais sobre um mundo fodido.
Não tenho saco para minhas reflexões irracionais mal escritas. Não quero mais as elucubrações em minha mente.
Meu cérebro é prostituta das minhas emoções. E minhas emoções não estão pagando muito bem pelas trepadas que dão.
(Janeiro de 2010)
domingo, 31 de janeiro de 2010
Corações Feridos
Corações são frágeis, quebradiços, delicados.
São órgãos preciosos... Fundamentais. Centro de nosso corpo.
Os corações são nossos cérebros emocionais. Núcleo dos sentimentos.
Mas os nossos corações não são nossos. Coração serve para ser doado. Doamos nossos corações a que gostamos e, principalmente, a quem amamos.
Entregamos de olhos fechados nossos vítreos corações. Entregamos com cuidado, amor e até medo... Medo de vê-lo quebrado, espatifado, ignorado ou ferido.
Pessoas ferem os nossos corações. Por querer, sem querer ou sem saber... mas ferem... e dói.
Corações feridos sangram.
O sangue há de verter por certo tempo. Tempo esse difícil de determinar: Dias, meses, anos...
Em algum momento os corações feridos hão de parar a hemorragia. Hão de cicatrizar.
Mas um coração ferido há de ser sempre um coração ferido. Sempre há de carregar a cicatriz no ponto onde por dias o sangue jorrou. Um coração, uma vez ferido, nunca há de esquecer o que passou.
(Janeiro de 2010)
sábado, 30 de janeiro de 2010
“TV 42 polegadas de alta definição”
Vou comprar uma “TV 42 polegadas de alta definição”...
Suas imagens bem definidas esconderão a indefinição do mundo e de minha mente. As figuras perfeitas na tela ocultarão nossa imperfeição.
Ficarei feliz, entretido com estórias artificiais sobre sentimentos artificiais em mundos artificiais.
Me emocionarei com narrativas plastificadas e enlatadas... Escapismo de minha realidade.
Experimentarei adrenalina por situações que nunca vivi. Gargalharei do absurdo. Sentirei ódio de quem nunca vi. Desejarei morte a quem não conheço. Amarei quem não me conhece: Emoções fabricadas.
Sua tela de 1 metro de diagonal será minha janela para o Mundo. Gritarei para seu vidro: Me Informe! Me emocione! Me assuste! Me apaixone! Me entretenha!... E minha “TV 42 polegadas de alta definição” assim o fará... Obediência total.
Ela já vem com conversor digital integrado. Pronto a converter o “nada” em “coisa nenhuma de alta definição”. Integrado a sua própria insignificância.
As suas 4 entradas HDMI escondem a verdadeira verdade. Da minha “TV 42 polegadas de alta definição” não há entradas, somente saídas.
A sua taxa de contraste de 80.000:1 não mostrará os reais contrastes da terra. Não me mostrará os contrastes dos povos, das riquezas, das raças, das cores ou dos pensamentos.
O seu brilho de 500 cd/m² não há de colocar luz onde há escuridão. Há de cobrir sim as brumas da inteligência. Há de desafiar sim a lógica de meu raciocínio.
A resolução de 1080 pixels da tela, nada poderá resolver. Maquiará o insolúvel... Simplificará o analógico em informações digitais.
Beijo, paisagem, música, poesia, sexo... Tudo se transformará em um código binário sem nexo em carrossel: “10100100100101001”.
E ainda assim... Ela há de suavizar... A suas imagens com freqüências de 120hz hão de transformar as ríspidas e brutais ações humanas em atos suaves. Preenchendo as lacunas de obras bestiais com movimentos leves e delicados.
E assim vou consumi-la. Vou devorá-la lentamente. E em troca ela também me devorará... Consumirá meu tempo... Consumirá meus olhos... Consumirá minha inteligência... Consumirá meus pensamentos: Um produto de consumo.
(JANEIRO DE 2010)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Palavras
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Se Eu Soubesse
Eu Te Amo.
(Agosto de 2007)
Sonhei
Sonhei acordado o dia inteiro com os sonhos que sonhara na noite passada.
Sonhei, Sonhei e Sonhei sem sair do chão.
Sonhei, sonhei, acordei, pensei, sonhei, sonhei, chorei, gritei, sonhei, sonhei...
Às vezes penso se os sonhos intangíveis são, na verdade, torturas psicológicas.
Acordar e descobrir que tudo sonhado foi apenas fruto de uma fértil imaginação...
Pior, saber que nada do ideado pode se tornar real.
Saber que nada ali passado poderá nem mesmo permear a minha vã realidade...
Iludir-se com o sonho e levantar-se berrando pelo que nunca será.
Sonhar... Quem sonha com o impossível é tolo e infeliz.
Tolo e infeliz sou, admito.
Sim, admito ser tolo e infeliz quando sonho acordado à luz do dia.
Mas quando as brumas sombrias da noite invadem meu quarto e apago toda a luz... Entro no único lugar em que sou esperto e feliz: nos meus sonhos dormidos...
(OUTUBRO DE 2006)
Viajar
Do que adianta viajar o mundo, se o único lugar que eu quero estar é ao teu lado?
Do que adianta o mar azul, se sem você não vejo as cores?
Do que adianta pisar na areia, se sem você não há um destino ou um propósito?
Do que adianta o vento, sem que eu veja teu cabelo a balançar?
Do que adianta sonhar contigo, se não te vejo quando a luz do sol me acorda?
Do que adianta falar, se a distância nos separa?
Do que adianta sorrir, se não há sentido viver sem você?
Sem você, não tem muita graça...
(JANEIRO DE 2007)
Castelos
Portas Abertas no salão onírico dos castelos dos sonhos.
Lá Vou Eu. Fadas carregam meu corpo e o elevam do meu canto de dormir. Estou Voando.
Bailando no Ar como um Beija-Flor, meu corpo, coberto por um lençol, levita e segue para longe da minha casa.
E vai Subindo, subindo... Vejo meu bairro.
Subindo, subindo... Agora é a cidade.
Subindo, subindo... Vejo todo o litoral.
Subindo, de tanto subir, já enxergo todo o planeta azul.
Ainda coberto com meu lençol, um vento quente vindo do sol tremula as curvas do pano, fazendo-me subir mais rápido. Pronto, Já cheguei. Que belo castelo! Orbitando ao redor da lua está este castelo. Formado de luz, carbono e água, criando esvoaçantes paredes cintilantes.
As fadas me jogam no chão de fumaça em que o castelo foi levantado. Vou andando sob as fumaças e chego aos portões. Há um corredor imenso. O povo lota os lados desse corredor e chama meu nome. Cavaleiros com seus metais ecoam no ar a música da chegada. Lá no fim do corredor de gente há uma rainha. Quem seria?
Ah é você! Minha Colombina! Agora eu lembro, eu sou o Pierrot, um pobre romântico derrotado pelo Rei Arlequim.
(FEVEREIRO DE 2007)




