Portas Abertas no salão onírico dos castelos dos sonhos.
Lá Vou Eu. Fadas carregam meu corpo e o elevam do meu canto de dormir. Estou Voando.
Bailando no Ar como um Beija-Flor, meu corpo, coberto por um lençol, levita e segue para longe da minha casa.
E vai Subindo, subindo... Vejo meu bairro.
Subindo, subindo... Agora é a cidade.
Subindo, subindo... Vejo todo o litoral.
Subindo, de tanto subir, já enxergo todo o planeta azul.
Ainda coberto com meu lençol, um vento quente vindo do sol tremula as curvas do pano, fazendo-me subir mais rápido. Pronto, Já cheguei. Que belo castelo! Orbitando ao redor da lua está este castelo. Formado de luz, carbono e água, criando esvoaçantes paredes cintilantes.
As fadas me jogam no chão de fumaça em que o castelo foi levantado. Vou andando sob as fumaças e chego aos portões. Há um corredor imenso. O povo lota os lados desse corredor e chama meu nome. Cavaleiros com seus metais ecoam no ar a música da chegada. Lá no fim do corredor de gente há uma rainha. Quem seria?
Ah é você! Minha Colombina! Agora eu lembro, eu sou o Pierrot, um pobre romântico derrotado pelo Rei Arlequim.
(FEVEREIRO DE 2007)


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