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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Castelos

Portas Abertas no salão onírico dos castelos dos sonhos.

Lá Vou Eu. Fadas carregam meu corpo e o elevam do meu canto de dormir. Estou Voando.

Bailando no Ar como um Beija-Flor, meu corpo, coberto por um lençol, levita e segue para longe da minha casa.

E vai Subindo, subindo... Vejo meu bairro.

Subindo, subindo... Agora é a cidade.

Subindo, subindo... Vejo todo o litoral.

Subindo, de tanto subir, já enxergo todo o planeta azul.

Ainda coberto com meu lençol, um vento quente vindo do sol tremula as curvas do pano, fazendo-me subir mais rápido. Pronto, Já cheguei. Que belo castelo! Orbitando ao redor da lua está este castelo. Formado de luz, carbono e água, criando esvoaçantes paredes cintilantes.

As fadas me jogam no chão de fumaça em que o castelo foi levantado. Vou andando sob as fumaças e chego aos portões. Há um corredor imenso. O povo lota os lados desse corredor e chama meu nome. Cavaleiros com seus metais ecoam no ar a música da chegada. Lá no fim do corredor de gente há uma rainha. Quem seria?

Ah é você! Minha Colombina! Agora eu lembro, eu sou o Pierrot, um pobre romântico derrotado pelo Rei Arlequim.

Não te satisfizeste com minhas lágrimas do ontem, e agora queres vê-las mais uma vez? Então as veja verter pelos meus olhos mais uma vez! Não há mais música da chegada, apenas meu choro infantil. Regado a corda e a boêmios, sou chorinho. Choro serenatas nas penumbras da noite, como romancista sonhador no meio da rua. Inundo as estradas com meu sofrimento.

Me diz logo, Colombina, o que queres de mim?... Não, não me digas que me desejas! Não me enganes outra vez. Só me causastes dor e sofrimento.

Arlequim se foi? Deixou-te sozinha? Ficastes abandonada em um palácio de nuvens? Eu sei, conquistadores baratos são assim.

Dê-me tua mão que minhas lágrimas cessam. Aceita-me como teu, que eu te aceito como minha. Deixe-me ser o rei eterno do teu carnaval. Sou Teu Rei, Rei Momo do Infinito. Deixa-me ferver o meu chorinho! Eu tiro as cordas; coloco os metais. E o choro vira frevo, e eu pinto teu quarto de carnaval.


(FEVEREIRO DE 2007)


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