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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Se Eu Soubesse

Gostaria de saber escrever bem. Se o soubesse, poderia escrever em palavras e frases mais belas possíveis o que eu sinto por você.

Se o soubesse, não me resumiria a fúteis declarações amorosas de adjetivações primárias e valores simplistas. Escreveria com sensibilidade e intelecto o que há de mais profundo em minha alma e no universo de nós dois

Se o soubesse, transformaria o que há de mais complexo no amor, em orações de fácil entendimento, porém de beleza inestimável. Transbordaria as letras no papel e alcançaria outro estado de sentimentalismo, daquele mais entranhado ao coração possível.

Se o soubesse, mostraria de forma poética e lírica as minhas sensações mais físicas e emocionais, sem partir para palavras de calão. Descreveria a erotismo do nosso amor, o nosso desejo e o nosso sexo.

Se o soubesse, saberia dosar o exato ponto entre compostura exacerbada e uma depravação desnecessária. Relataria os nossos beijos, nossas loucuras e a ternura do nosso transar de forma nunca vista antes, assim como é a força do nosso amor.

Se o soubesse, não perderia tempo me lamentando por não escrever bem. Apenas pegaria um papel e sairia por aí, escrevendo a viagem, a primavera, o desejo, o descobrimento e a eternidade. As Palavras sairiam facilmente e de forma natural respeitando a gramática e as “leis da poesia”

Se o soubesse, faria um texto a altura de tua beleza, te descrevendo de forma tão bela quanto a real delicadeza de suas feições. Colocaria você no papel de forma que se alguém no futuro o lesse, imaginaria exatamente quão linda você é.

Se o soubesse, falaria do seu corpo, do seu seio confortante, da tua nudez pueril. Falaria de meus quereres desconcertantes, das elucubrações de minha mente e de tuas provocações. Comentaria sobre sua complexidade, ora criança, ora mulher ao alvorecer dos 18 anos.

Se o soubesse, diria o quanto sou dependente da tua boca, o quanto preciso do seu carinho e como não mais existo se não tiver você.

Se o soubesse, não teria escrito este texto digno de um colegial. Teria escrito algo que transcende seu tempo e que eternizaria o nosso amor além de nossas vidas. Mas infelizmente não o fiz. Eu não sei escrever. Terás que se contentar com um simplório, porém sincero:

Eu Te Amo.


(Agosto de 2007)

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