Não sei pra quem escrevo. Não sei quem me lê. Nem sei, muito menos, se sou lido.
Sei que não conheço quem me lê. Sei que talvez nunca hei de conhecê-los. Sei que o que escrevo é um diálogo de um homem só. Uma conversa entre as várias personalidades do meu consciente. Será que alguém me escuta?
Não sei se o que escrevo terá vida breve ou longa. Talvez essas palavras nem sejam lidas. Talvez as minhas palavras hão de perpetuar mesmo após a minha morte. Não sei... Nem tenho como saber. Por não saber de nada, simplesmente escrevo.


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