Não tenho paciência para ler poemas.
Não tenho paciência para os poemas dos outros nem para os meus próprios poemas. Cansei de ler frases pseudo-intelectuais sobre um mundo fodido.
Não tenho saco para minhas reflexões irracionais mal escritas. Não quero mais as elucubrações em minha mente.
Meu cérebro é prostituta das minhas emoções. E minhas emoções não estão pagando muito bem pelas trepadas que dão.
(Janeiro de 2010)


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